Conheci Allice em 2013, depois que um post meu no Facebook chegou até a ela por caminhos que nem sei direito quais foram. Na época, trocamos algumas mensagens e, por acaso, acabamos nos encontrando pessoalmente durante uma visita minha à Universidade de Brasília. A amizade resistiu ao tempo e à distância. Dez anos depois, o acaso nos surpreendeu novamente: nos reencontramos em Braga, Portugal, onde Allice atualmente estuda e constrói uma nova etapa de sua vida ao lado de seu marido. Nesta entrevista, ela compartilha suas impressões sobre viver no exterior, estudar em Portugal e o que tem aprendido — sobre o mundo e sobre si mesma — nessa jornada.
1. Você pode descrever sua experiência em Portugal em três palavras?
Surpresa, adaptação, renascimento.
2. Por que você escolheu estudar em Portugal?
Escolhi estudar em Portugal para conseguir trabalhos melhores. Era uma oportunidade de crescimento tanto pessoal quanto profissional.
3. Você estuda hebraico. O que estudar uma língua estrangeira tem de mais fascinante?
A língua é a maneira mais eficiente de comunicação para a maioria das pessoas. Cada idioma carrega uma visão de mundo própria, e isso é fascinante.
4. O que morar em um país estrangeiro lhe ensinou sobre si mesma?
Aprendi que sou extremamente adaptável e que possuo mais habilidades do que imaginava antes de imigrar. Essa vivência me revelou forças que eu não sabia que tinha.
5. Quais as maiores dificuldades você enfrentou na universidade portuguesa?
Sem dúvidas, os prazos. A exigência com os cronogramas e entregas foi um desafio constante.
6. Como você acredita que essa experiência contribuirá com sua formação humana?
Gosto muito de saber como o patrimônio cultural é parte da vida das pessoas e de suas memórias afetivas. Ser curiosa sobre isso é o meu maior traço de personalidade. Tanto os idiomas quanto o patrimônio contam histórias, e tenho estudado esses dois temas. Sem dúvidas, tenho encontrado um lugar como ouvinte neste mundo.
7. Qual conselho você daria para quem quer fazer um intercâmbio?
Prepare-se para o pior, mas espere sempre pelo melhor. Ter resiliência e esperança faz toda a diferença.
8. Escolha uma música para representar sua vivência em Portugal até agora.
Gosto bastante da canção “Chuva no Mar”, especialmente da versão gravada por Marisa Monte e a cantora portuguesa Carminho. Ela traduz bem a delicadeza e a intensidade dessa vivência.
Este projeto foi contemplado pelo EDITAL DE FOMENTO ÀS AÇÕES FORMATIVAS 1/2023 do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2023