
NEO‑REALISMO / REALISMO SOCIAL / NOVA MITOLOGIA
- CASTRO SOROMENHO (1910–1968): Embora associado ao Neo-realismo em Angola, onde viveu e trabalhou, nasceu em Moçambique (Chinde, Zambézia). É reconhecido como o primeiro romancista africano neo-realista. Sua obra mais famosa é a trilogia que inclui Terra morta (1949).
- GUILHERME DE MELO: Autor do romance As raízes de ódio (1963), uma obra que tem sido marginalizada na história literária, mas que aborda a temática moçambicana. Publicou também Os leões não dormem esta noite (1989).
- LUÍS BERNARDO HONWANA (n. 1942): Contista e jornalista, autor do único livro Nós matámos o cão-tinhoso (1964). Sua narrativa, herdeira do Neo-realismo, mas com influência da nova mitologia, marcou um novo paradigma narrativo moçambicano.
- ORLANDO MENDES (1916–1992): Poeta e novelista de Ilha de Moçambique, de formação marxista. Publicou Cinco poesias do mar Índico (1947). Seu romance Portagem (1966) é um romance pioneiro que aborda o drama do mulato em choque social.
- NOÉMIA DE SOUSA (n. 1926): Poetisa que escreveu seus poemas entre 1948 e 1951, antes de conhecer a Negritude francófona. Seu caderno policopiado Sangue negro (1951) teve grande impacto e é marcado pela fusão do Neo-realismo e da Negritude. É autora do verso “o sangue negro, o sangue bárbaro”.
- JOSÉ CRAVEIRINHA (n. 1922): O poeta nacional moçambicano, jornalista, nascido no Maputo. Esteve preso por atividades políticas (1965–1969). É autor de obras importantes como a poesia Xigubo (1964) e Karingana ua karingana (1974). Sua poesia é épica e marcada pelo Neo-realismo e pela Negritude.
- RUI NOGAR (1935–1993): Poeta moçambicano de formação marxista. Publicou Silêncio escancarado (1982).
- RUI DE NORONHA (1905–1943): Publicou poemas no jornal O Brado Africano (anos 30). Sua recolha póstuma, Sonetos (1946), embora seguidora da tradição ocidental, subvertia a mitologia colonial.
IMPRENSA, PROTO‑NACIONALISMO, “O AFRICANO” / “O BRADO AFRICANO”
- JOÃO ALBASINI (m. 1925): Jornalista influente que co-fundou, com o irmão José Albasini, os jornais proto-nacionalistas O Africano (1909–1918) e O Brado Africano (1918). Publicou a coletânea de contos O livro da dor (1925).
- JOSÉ ALBASINI: Co-fundou jornais como O Africano e O Brado Africano, desempenhando um papel importante na consciencialização da moçambicanidade.
- RUI DE NORONHA (1905–1943): Publicou poemas no jornal O Brado Africano (anos 30). Sua recolha póstuma, Sonetos (1946), embora seguidora da tradição ocidental, subvertia a mitologia colonial.
GRUPO MSAHO (1952)
- VIRGÍLIO DE LEMOS: Co-editor do jornal cultural Msaho (1952).
- DOMINGOS DE AZEVEDO: Co-editor do jornal cultural Msaho (1952).
- REINALDO FERREIRA: Co-editor do jornal cultural Msaho (1952).
- RUI GUERRA: Colaborador do jornal cultural Msaho (1952).
POESIA DE COMBATE
- LINDO LHONGO (Pseudónimo de Marcelino dos Santos): Autor moçambicano de teatro (embora de escassa produção). Foi também poeta de combate ligado à FRELIMO, autor de um fragmento dramático em Caliban, Os noivos ou conferência dramática sobre o lobolo.
- SÉRGIO VIEIRA: Poeta de combate, colaborou na coletânea Poesia de combate – I (1971) da FRELIMO.
- FERNANDO GANHÃO: Intelectual e poeta, co-autor da Poesia de combate – I (1971) da FRELIMO.
- ARMANDO GUEBUZA: Poeta de combate, colaborou na coletânea Poesia de combate – I (1971) da FRELIMO.
- JORGE REBELO: Poeta de combate, colaborou na coletânea Poesia de combate – I (1971) da FRELIMO.
GRUPO CALIBAN (1971–1972)
- JOÃO PEDRO GRABATO DIAS (Pseudónimo): Co-coordenou os cadernos Caliban (1971–72). Usou outros pseudónimos, como Mutimati Barnabé João.
- RUI KNOPFLI (n. 1932): Poeta e jornalista, co-coordenou os cadernos Caliban (1971–72). Poeta cosmopolita, usa o humor e a ironia para questionar a identidade e a marginalidade. Obra destacada: Mangas verdes com sal (1969).
- SEBASTIÃO ALBA: Poeta colaborador dos cadernos Caliban.
- JORGE VIEGAS: Poeta colaborador dos cadernos Caliban.
- GLÓRIA DE SANT’ANNA: Poetisa, colaboradora dos cadernos Caliban.
- LOURENÇO DE CARVALHO: Poeta colaborador dos cadernos Caliban.
- LINDO LHONGO (Pseudónimo de Marcelino dos Santos): Autor moçambicano de teatro (embora de escassa produção). Foi também poeta de combate ligado à FRELIMO, autor de um fragmento dramático em Caliban, Os noivos ou conferência dramática sobre o lobolo.
(obras associam-no também ao ambiente de Caliban, por isso reaparece aqui)
COSMOPOLITISMO / ENSAIO / MODERNISMO
- EUGÉNIO LISBOA: Ensaísta branco, defendia o cosmopolitismo e o universalismo, tendo sido criticado por setores nacionalistas.
- FONSECA AMARAL (1928–1991): Poeta branco que exerceu grande influência na formação de intelectuais moçambicanos. Sua poesia era uma das primeiras a integrar um microcosmos local com a estética modernista.
- LUÍS POLANAH: Co-organizou a antologia Poesia em Moçambique (1951) pela CEI em Lisboa.
- VÍTOR EVARISTO: Co-organizou a antologia Poesia em Moçambique (1951).
- MARIA DE LOURDES CORTEZ: Ensaísta mencionada em contexto de crítica literária.
REVISTA CHARRUA (1984–1986) / NOVÍSSIMA GERAÇÃO
- HÉLDER MUTEIA: Poeta da novíssima geração, revelado pela revista Charrua (1984–86).
- PEDRO CHISSANO: Escritor da novíssima geração, revelado pela revista Charrua (1984–86).
- JUVENAL BUCUANE: Escritor da novíssima geração, revelado pela revista Charrua (1984–86).
- UNGULANI BA KA KHOSA: Escritor da novíssima geração, revelado pela revista Charrua. Autor do romance histórico-étnico Ualalapi (1987), que usa o realismo mágico para reescrever a história de Ngungunhane.
- MARCELO PANGUANA: Escritor da nova geração, ligado à revista Charrua.
PÓS‑INDEPENDÊNCIA (ANOS 80–90)
- EDUARDO WHITE: Poeta da pós-independência.
- ALDINO MUIANGA: Escritor da pós-independência.
- SULEIMAN CASSAMO: Escritor da pós-independência.
- LINA MAGAIA: Escritora da pós-independência.
- PAULINA CHIZIANE: Escritora da pós-independência.
- BENTO SITOE: Escritor da pós-independência.
- HELIODORO BAPTISTA: Escritor da pós-independência.
- LEITE DE VASCONCELOS: Escritor, da pós-independência.
- CALANE DA SILVA: Escritor da pós-independência.
- FILIMONE MEIGOS: Escritor da pós-independência.
- NELSON SAÚTE: Coordenou a “Gazeta de Letras e Artes” e é autor do livro de poemas A pátria dividida (1993.
