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	<title>Arquivos Literatura Brasileira - Wigvan - Literatura e Filosofia</title>
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	<description>Um portal para aprender sobre Literatura e Filosofia</description>
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	<title>Arquivos Literatura Brasileira - Wigvan - Literatura e Filosofia</title>
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		<title>Diário de Viagem #1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[wigvan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 20:11:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos, Crônicas e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>29/08/2024 Ninguém entra duas vezes no mesmo quarto vazio. As roupas espalhadas pelo chão, papeis embolados, a poeira dos sapatos, o que fica, o que vai, tudo aos poucos vai encontrando seu destino. Os sentimentos, não. Você não sabe o que fazer com eles. Se viram palavra, se explodem em um grito, em um soco [&#8230;]</p>
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<p>29/08/2024</p>



<p>Ninguém entra duas vezes no mesmo quarto vazio.</p>



<p>As roupas espalhadas pelo chão, papeis embolados, a poeira dos sapatos, o que fica, o que vai, tudo aos poucos vai encontrando seu destino.</p>



<p>Os sentimentos, não. Você não sabe o que fazer com eles. Se viram palavra, se explodem em um grito, em um soco no vento, em uma dança com o vento, de madrugada, quando tudo dorme, menos sua vontade de dançar, como você dançou tantas vezes nessa casa, pela última vez nessa casa.</p>



<p>Tudo muda, mesmo que você não repare, pois está perto demais de si mesmo para ver o movimento das minúcias. O sentimento, então, cumpre seu destino na febre e na lágrima.</p>



<p>Você já percorreu esse caminho antes, mas ele ainda parece perigoso. Afinal, nunca se pode prever como a gente vai voltar de uma viagem.</p>



<p>A última viagem terminou com uma queda de três lances de escada, alguns sonhos velhos jogados pela janela para que alguns bêbados pudessem se agasalhar com eles enquanto terminavam sua procissão entre os bares.</p>



<p>Preferi não levar comigo nada que me fizesse lembrar de quem eu havia sido, nem meu rosto, até ele eu mudei para não precisar enfrentar qualquer coisa que estivesse tatuada nos meus olhos. Rasguei cada pedaço de mim que não queria mais para seguir apenas com o necessário para ainda ser eu, mesmo que já fosse completamente outro.</p>



<p>É preciso olhar pela primeira vez aqueles cômodos vazios. Não há ainda nenhuma marca sua nas paredes, nenhuma cicatriz que indique sua passagem. Você ainda é vazio, como a sua nova casa.</p>



<p>E começa outra vez, pois o começo é o fim de todas as coisas vivas. Sem descanso.</p>



<p></p>



<p style="font-size:11px">Este projeto foi contemplado pelo EDITAL DE FOMENTO ÀS AÇÕES FORMATIVAS 1/2023 do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2023</p>
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		<title>As notações do Azul, de Ubiratan Carvalho Costa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[wigvan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 15:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[as notações do azul]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[literatura goiana]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[ubiratan carvalho costa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ubirantan Carvalho Costa, em As notações do Azul, seu livro de poemas, compõe uma nova origem para a palavra “azul”, aqui associada ao desejo.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Vários tons de azul</h2>



<p></p>



<p>É muito difícil falar sobre poesia, só não é tão difícil quanto escrevê-la.</p>



<p>É difícil achar as palavras certas, é difícil não ser prolixo, é difícil não se defender em teorias, em raciocínios.</p>



<p>Mas aceitei esse desafio para fazer um gesto de carinho ao Ubiratan Costa, autor de As notações do Azul.</p>



<p>Primeiro, quero destacar o quanto o livro é bonito, permeado por obras de arte de Filomena Gouvea que, dentro dessa composição, formam uma poesia ao mesmo tempo complementar à palavra e algo à parte, que nos lembra de quem tudo cabe na escrita.</p>



<p>Segundo, ressaltar essa arqueologia que o Ubiratan faz, uma busca de novos sentidos para palavras já muito gastas, uma busca por palavras que não são muito usadas, uma busca por um sentido original, ao combinar sonoridades e texturas um pouco improváveis, que arranca esse véu do hábito que nos faz perder o encanto pelas palavras, de tanto usá-las.</p>



<p>Ele compõe uma nova origem para a palavra “azul”, aqui associada ao desejo. Não o vermelho. E é este o primeiro espanto: por quê o azul? Por que o azul para falar de corpo? Sem a primeira leitura óbvia de associar essa cor à morte, à melancolia, ao soturno, enfim, o que nós encontramos é um desejo de outra ordem, da ordem do milagre, da ordem do metafísico, do além do tempo e por isso precisa ser registrado em uma cor mais sutil, mas uma cor que ainda seja capaz de nos causar grande impacto.</p>



<p>Não vou pormenorizar demais as minhas impressões para não furtar dos futuros leitores a possibilidade de encanto, então gostaria de terminar esse depoimento ressaltando também o trabalho poético que o Ubiratan faz nas redes e que eu acho de uma generosidade incrível: primeiro, ele dá corpo à poesia escrita, empresta seu rosto, empresta sua voz e eu acho isso lindo porque é uma nova criação, é uma poesia que se encarna. Segundo, ele também faz um trabalho de abrir as portas da sua oficina, mostra como ele alcança algumas imagens, mostra o segredo do seu fazer poético, abrindo mão da vaidade do artista de ser apenas admirado e se dispondo a contribuir para seu próprio deciframento. É bastante generoso e é bastante corajoso, também, se colocar a nu dessa forma, de expor a própria poesia dessa forma, em seus esqueletos, em suas nervuras.</p>



<p>Então, termino deixando um grande abraço ao Ubiratan, com admiração sincera pela sua arte e espero que mais pessoas o conheçam e possam mergulhar em todos os seus azuis – e vermelhos também, é claro.</p>



<p>SOBRE O AUTOR:<br>Ubiratan Costa é poeta e compositor natural de Goiânia &#8211; GO. É formado em Composição pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e graduando em Letras pela mesma universidade. Integra o grupo Música Íntima, fundado em 2017, e que reúne jovens compositores residentes em Goiânia, junto aos quais lançou o álbum Jackhes, meus amores (2019) e o EP Reverdecente (2020), disponíveis nas plataformas de streaming de música.</p>



<p>PONTOS DE VENDA DO LIVRO:<br><a href="https://www.instagram.com/livrarialeodegaria/">@livrarialeodegaria</a><br><a href="https://www.instagram.com/palavrearlivraria/">@palavrearlivraria</a></p>



<p>ou via direct em <a href="https://www.instagram.com/ubiratancarvalhocosta/">@ubiratancarvalhocosta</a></p>



<p>Valor: 40 reais</p>
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